'' Qual o espaço mais sóbrio do manicômio social? [..]
- São os velórios. São eles os espaços mais lúcidos da sociedade. Neles nos desarmamos, nos despimos das vaidades, retiramos a maquiagem. Nesse espaço, somos o que somos. Se assim não for, seremos mais doentes do que imaginamos. Para uma minoria, composta dos intimos, o velório é uma fonte de desespero. Para uma maioria, composta dos mais distantes, uma fonte de reflexão. Para ambos, a verdade é crua: tombamos no silêncio de um túmulo, não como doutores, intelectuais, líderes políticos, celebridades, mas como frágeis mortais.''
Um comentário:
A morte nos ensina tudo o que a vida não conseguiu!
Perdoamos a quem nos fez mal, em nome de um ente querido deitado num caixão...
Sem contar que o defunto pode ter sido a pior pessoa do mundo em vida, mas na morte todo mundo vira santo... Quem nunca ouviu alguma velhinha ao lado de um caixão dizer: "Coitado, era uma pessoa tão boa."
A morte nos aproxima da fragilidade humana, mostra-nos que somos simples formigas vivendo nessa imensidão e, a qualquer momento podemos ser esmagados!
No meu velório eu quero festa!
Sempre fui o palhaço da turma, o engraçado!
A última coisa que eu ia querer é tristeza na minha despedida!
Eu quero sorrisos nos rostos de quem eu amo e quero que digam, se o Lucas estivesse aqui, olhando pra si mesmo nesse caixão diria: "Que palhaço eu sou, dei pra me fingir de morto agora, é?" rs
Beijo!
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